Tubarão-baleia

27/05/2010 – 10h35

Tubarão-baleia ressurge nas Filipinas

DA EFE

O tubarão-baleia, um animal de grande porte, pacífico e em perigo de extinção, está ressurgindo nas Filipinas graças a projetos de conscientização sobre a necessidade de conservação das espécies marinhas.

Vários exemplares da espécie foram avistados na ilha de Bantayan no Mar de Visayas, nas Filipinas, uma das áreas com maior concentração de espécies marinhas do mundo.

O animal, acostumado a viver sem inimigos devido a seu tamanho, é caçado e transformado em sopa em restaurantes de Hong Kong e Taiwan, embora sua pesca seja proibida nas Filipinas.

Os programas de recuperação reduziram as capturas ilegais e agora se concentram na regeneração do ecossistema, essencial para a recuperação da população de tubarões-baleia nas águas do arquipélago.

Em 2007, a Batis Kalisan, com o apoio da empresa mexicana Cemex, que adotou o tubarão, iniciou uma Escola Móvel dos Mares para conscientizar os pescadores da necessidade de conservar o mar, habitat do tubarão.

Membros da escola percorrem ilhas próximas a Bantayan em um navio, tentando persuadir pescadores a evitarem a pesca de tubarões jovens e a não empregarem métodos destrutivos como a dinamite.

“Alguns utilizam jaulas iluminadas para atrair peixes à noite, mas desse modo pescam os grandes e os pequenos”, explica Antonio Oposa, fundador da Batas Kalisan.

Entre 1945 e 2007, o uso generalizado de dinamite para pesca na área provocou a perda de entre 30% e 50% dos recifes, incluindo valiosas espécies de coral que estão à beira da extinção.

“Há 500 tipos de corais no mundo, e 488 estão nas Filipinas. A metade deles só é encontrada em Bantayan. Nos dois hectares em frente a esta ilha temos mais espécies de corais que em todo o Mar do Caribe”, afirma Oposa.

Um desses corais endêmicos das Filipinas é o coral azul, que corre sério risco de desaparecer e que a Batas Kalisan começou a replantar nos fundo do mar da região, usando uma rede para protegê-lo de predadores.

Oposa está convencido de que esta regeneração ecológica, com a recuperação do tubarão-baleia como elemento mais visível, permitirá o desenvolvimento econômico da área através do turismo.

“É um paradoxo que as comunidades mais pobres das Filipinas estejam no litoral, junto às águas mais ricas do planeta. Temos que mudar isto”, afirma.

Daqui

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